Gente de ouro
Manuel Vagos

Chegam à praia como se fossem uma maré,
os pés descalços, rostos marcados, homens de fé,
trazem no peito um oceano,
e as suas mãos gastas pelos dias,
puxam a rede, puxam a vida e as agonias.

Cantam baixinho por entre as vagas,
e o que se escuta, tráz as guitarras,
é mais que um fado o seu destino,
sonhos guardados, longo caminho.

Os olhos brilham de luz, de sal,
e são maiores quando há luar,
é gente de ouro, são um tesouro que eu vou guardar.

Manuel Vagos

manuel.vagos@gmail.com

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