Produzí a série Dançando na rua com a intenção de
mesclar arte com cotidiano.
O diversos olhares, curiosos, atentos, assustados, chocados, faziam parte de
um cenário que eu não havia criado, tal qual o circo mambembe, que circulava
nas cidades simples do interior de meu país, levando arte aos que apreciavam
e não podiam ter acesso. Os cenários eram mutáveis, as pessoas, gente comum,
que circulavam naquele instante que não voltaria mais. Tudo com movimento,
dinâmica, e em constante mutação. E sempre dançando como se ningúem
estivesse vendo, pois essa era a idéia central. O pano de fundo? Minha cidade, minha
Belo Horizonte.
E finalizo, com as sábias palavras do grande poeta José Angel Buesa:
El Árbol crece todavia,
porque su sombra tiene movimiento
bajo la claridad del mediodia.
